Deixa-me caminhar
contigo
como se criança eu também fosse
nas alamedas sujas pelas lágrimas do tempo!
Assim,
de mãos dadas!
Hoje, minhas
mãos não querem apalpar o mal,
mas apertar a inocência!
Com os pés
descalços,
livres para apanharem as pedrinhas
e desmancharem as poças d'água ingenuamente,
sem aquele gosto de premeditada destruição
que se arvora nos instintos do homem grande.
Com o coração
liberto
para amar sem o formalismo dos adultos,
que é educação decorada.
De mãos
dadas,
pés descalços,
os corações livres das preocupações cotidianas.
deixando cantar dentro de nós mesmos
a sinfonia do sentido da vida,
caminhemos...
caminhemos, meu sábio EU do passado!
Nas alamedas, deixaremos sinais de nossa alegria!
Deixaremos
gravada numa árvore qualquer
a data de nosso encontro...
data em que
me encontrei comigo mesmo no passado
para compreender c presente!
Hoje,
quero sentir-me
como eu te vejo:
criança,
inocente,
compreendendo melhor do que eu a linguagem da vida,
cantando mais alto a linguagem do amor!
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