APELO ÀS MÁSCARAS

Máscaras,
o que ocultais?

O que há por trás de vós?

A águia prisioneira,
saudosa do azul da paz,
que está além daquelas alturas?

Sois, por acaso, esconderijos
de ilusões traiçoeiras
de complicadas criaturas?

Máscaras, máscaras,
o que ocultais?

o que há por trás de vós?

Escondeis traumas e taras?

Deixai-vos cair por terra
e vejamos o que se encerra
atrás de vossos traços e linhas!

Escondeis sofrimento
ou coração palhaço,
que, no palco da existência,
a vida, sem demência,
teimou em fazê-lo brinquedo?

Dizei-nos sem medo o que ocultais!
Levantai o véu do vosso segredo!

Máscaras, máscaras, máscaras,
o que ocultais?

Permiti que vejamos a verdade!
Libertai o grito abafado que anseia por liberdade!
Deixai vir aos nossos ouvidos
os gemidos de dor!

Que esse espaço se encha do compasso
da declaração de amor que vós tomais velada!

Que encontraremos após vossa retirada?

Não nos leveis a crer
que não encontraremos o homem...

Estaremos diante do NADA?

 


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